A verdade é que eu gostaria
de estar mais por aqui... Escrever sobre o que ando pensando, o que tenho vivido... É
bom viver o presente... Bom também é lembrar, se arrepender das besteiras que
você escrevia, ver quantos sonhos você gestou...
Se passou um bom e
intenso ano (mudou também a forma de contar, de setembro a setembro)! Aprendi a
falar espanhol de verdade, nos dois erasmus intensive program que fiz (um em
Lugo e outro em Portugal) vi o quanto me estão fazendo falta os 10 anos que
passei sem estudar inglês...
Na apaixonante Itália, conheci Roma (No vaticano
vi então Papa Bento XVI já velhinho), Florença (Good times!), Verona, Veneza
(cidade que promete e cumpre, muito mais linda do que eu imaginava), Pádua
(pedindo uma força ora Santo Antônio), Pisa e Milão. Em Portugal estive em na divisa
com Tui (passei meu primeiro dia de Reis na casa da família do Manu, que
delícia ver a sapatilha cheia de presentes), Vila Nova, Porto (perfect day), Figueira de
Castelo Rodrigo e região, como se come bem ali! Na Espanha visitei minha amiga
Leidi em Madrid algumas vezes, fui com a Kristel para Salamanca e viajei com o
pessoal do sala para Asturias, linda viagem!
Ah neste ano conheci a
neve... Quem diria que uma menina dos trópicos ia apreciar o barulho suave do
cair branco e leve...
Com o Samuel (um
menino muito bonzinho que eu conheci) fui pra Londres, num encontro da Igreja, foi
uma viagem antropológica... Conhecer a realidade dos brasileiros migrantes, aquela
gente que trabalha duro e que entra naquela lógica maluca... Quanto a Londres,
é linda! Tudo lá parece estar mostrando o quanto os ingleses se impõem.. seu
trânsito, sua imigração (diferente da dos outros países da União Europeia), a
sua moeda... Exportam sua língua, seu modelo de desenvolvimento, mas não
importam nada..E quando importam fingem não importar como é o caso dos
migrantes... Eles precisam daquela mão de obra pro sistema funcionar...mesmo os
ilegais tem conta em banco, restaurante, táxi...
Também estive
envolvida na organização de um seminário internacional, fui mestre de novo, e
consegui uma bolsa do Ciência Sem Fronteiras para o meu doutorado (essa parte
da minha vida se chamou: Sol da justiça!). Nem eu acredito que fiz tudo isso... E talvez por isso faltou tempo pra escrever por aqui..
Lições aprendidas:
- Não ter medo do novo
e de se desprender da sua zona de conforto – as surpresas do caminho valem a
pena;
- Fazer as coisas
“pasito a pasito”;
- Você segue sendo uma
pessoa interessante mesmo com alguns quilos a mais!
- Um momento de dificuldade
pode se converter na força necessária pra mudar o jogo!
Hoje estou aqui,
tentando fazer a viagem com mais calma... Me reconciliando com meus planos, com
o que eu perdi (sim, muito se perde quando se ganha) e sonhando de novo...
Vendo como a tese era
mais difícil do que eu idealizava... Ah, e com uma bike, cujo nome é Uxia, bem
galego, em homenagem a universidade que me emprestou! Ela e a Rose (minha
companheira de piso) agora me acompanham nos meus passeios ao rio, lugar que eu
mais gosto em Lugo.
E o outono? Ele segue sendo precioso por aqui..
Roma
Londres
.Asturias
Toledo
Partners- Ibader
Cebreiro de Pedrafita
Assinado: Eu em 2013!

