domingo, 10 de novembro de 2013

Já é outono de novo...

Já é outono de novo e se passou quase um ano que não escrevo neste blog , que não tem nenhuma pretensão a não ser fazer memória, já que a minha me falha bastante!
A verdade é que eu gostaria de estar mais por aqui... Escrever sobre o que ando pensando, o que tenho vivido... É bom viver o presente... Bom também é lembrar, se arrepender das besteiras que você escrevia, ver quantos sonhos você gestou...
Se passou um bom e intenso ano (mudou também a forma de contar, de setembro a setembro)! Aprendi a falar espanhol de verdade, nos dois erasmus intensive program que fiz (um em Lugo e outro em Portugal) vi o quanto me estão fazendo falta os 10 anos que passei sem estudar inglês... 
Na apaixonante Itália, conheci Roma (No vaticano vi então Papa Bento XVI já velhinho), Florença (Good times!), Verona, Veneza (cidade que promete e cumpre, muito mais linda do que eu imaginava), Pádua (pedindo uma força ora Santo Antônio), Pisa e Milão. Em Portugal estive em na divisa com Tui (passei meu primeiro dia de Reis na casa da família do Manu, que delícia ver a sapatilha cheia de presentes), Vila Nova, Porto (perfect day), Figueira de Castelo Rodrigo e região, como se come bem ali! Na Espanha visitei minha amiga Leidi em Madrid algumas vezes, fui com a Kristel para Salamanca e viajei com o pessoal do sala para Asturias, linda viagem!
Ah neste ano conheci a neve... Quem diria que uma menina dos trópicos ia apreciar o barulho suave do cair branco e leve...
Com o Samuel (um menino muito bonzinho que eu conheci) fui pra Londres, num encontro da Igreja, foi uma viagem antropológica... Conhecer a realidade dos brasileiros migrantes, aquela gente que trabalha duro e que entra naquela lógica maluca... Quanto a Londres, é linda! Tudo lá parece estar mostrando o quanto os ingleses se impõem.. seu trânsito, sua imigração (diferente da dos outros países da União Europeia), a sua moeda... Exportam sua língua, seu modelo de desenvolvimento, mas não importam nada..E quando importam fingem não importar como é o caso dos migrantes... Eles precisam daquela mão de obra pro sistema funcionar...mesmo os ilegais tem conta em banco, restaurante, táxi...
Também estive envolvida na organização de um seminário internacional, fui mestre de novo, e consegui uma bolsa do Ciência Sem Fronteiras para o meu doutorado (essa parte da minha vida se chamou: Sol da justiça!). Nem eu acredito que fiz tudo isso...  E talvez por isso faltou tempo pra escrever por aqui..
Lições aprendidas:
- Não ter medo do novo e de se desprender da sua zona de conforto – as surpresas do caminho valem a pena;
- Fazer as coisas “pasito a pasito”;
- Você segue sendo uma pessoa interessante mesmo com alguns quilos a mais!
- Um momento de dificuldade pode se converter na força necessária pra mudar o jogo!
Hoje estou aqui, tentando fazer a viagem com mais calma... Me reconciliando com meus planos, com o que eu perdi (sim, muito se perde quando se ganha) e sonhando de novo...
Vendo como a tese era mais difícil do que eu idealizava... Ah, e com uma bike, cujo nome é Uxia, bem galego, em homenagem a universidade que me emprestou! Ela e a Rose (minha companheira de piso) agora me acompanham nos meus passeios ao rio, lugar que eu mais gosto em Lugo.
E o outono? Ele segue sendo precioso por aqui..

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Assinado: Eu em 2013!