segunda-feira, 14 de abril de 2014

De tempos em tempos....


Existe um tempo pra cada coisa debaixo do sol, já dizia a sabedoria bíblica. Hoje em dia também se fala muito sobre os ciclos, a necessidade de fechar uns e iniciar outros... Não sei se é bem assim, mas essa relação com TEMPO continua me desconcertando e muitas vezes me consertando... Isso mesmo, um com c e outro com s. Um se relaciona a arranjos musicais e as notas da vida, e o outro se refere a me ajeitar mesmo!
As coisas vão tomando seu prumo ... é só ESPERAR (por mais duro que isso seja para uma pessoa ansiosa como eu e talvez você)...
Kátia e tia Dalva se foram precocemente, num inverno que não tinha fim... Quanta dor, dor pela perda, dor pelas dores de um mundo violento, sedento de amor e VIDA... Tia Dalva se foi, mas ela ainda vive em suas filhas, no seu mais novo neto, filha da Aninha que está pra chegar! E ainda há quem não acredite no milagre da vida... nessas coisas desconcertantes do tempo. O brilho dos olhos verdes azulados da Kátia se eternizaram nas nossas memórias como uma luz que traz paz e talvez, em algum lugar do universo, esteja intercedendo por ela, a paz.
Também foi como o desabrochar de uma flor na primavera que vi a Dayse - aquela que outrora era uma menina diante dos seus medos, da vida que lhe insurgia repleta de desafios que nada tinham que ver com a comodidade da casa dos pais – livre, pronta e feliz para arquitetar seus sonhos e projetar suas metas...
A gente vai vendo que não há dor que sempre dure... E que o que faz o êxtase é justamente a sua pequena duração (vide bailes da UFV, churrascos e carballeiras, aprecie sem moderação,rs!) ... E que a colheita é mesmo obrigatória.
A gente continua saboreando a alegria dos encontros e sofrendo pelas covardias, ingratidões, medos alheios e nossos...
De tempos em tempos... quando a gente vive os dois lados da moeda, a gente também se redescobre... quando a dor vira sabedoria, quando se prova do amor sem limites e se contrasta com os limitantes e limitados, a gente tem mesmo é vontade de SER... de voltar a ler bons livros, de redescobrir o amor pelas coisas que faz, de valorizar quem te ama e te cuida...
De tempos em tempos, a gente se arrisca a viver páscoa ainda que ainda seja quaresma... aprende a separar ideologia de fé e a caminhar com menos medo...
De tempos em tempos, dá aquela vontade de voltar a correr, de fazer pic nic no rio...

De tempos em tempos...