Toda pessoa que se dedica ao universo paralelo
que é o mundo científico sabe da angústia representada pela folha de Word em
branco!
Por mais técnico que seja o texto, ele remete à
arte da tessitura. Sempre está pendente de um ajuste, uma harmonia, capaz de
transformar a técnica, os resultados, o esforço, a subjetividade em
intersubjetividade, ou seja, em algo que pessoas de distintas áreas do
conhecimento possam ler e, o maior desafio de todos, entender!
É como fazer uma colcha de retalhos, na qual
suas inúmeras ideias precisam estar devidamente costuradas em um lugar que lhes
cai bem, que conecta com outras de forma ordenada e bela...
Uma colcha de retalhos não é uma bagunça. Pelo
contrário, ela é a prova que o caos, que diferentes perspectivas podem se
conectar, trazendo ao mundo um resultado único, o COSMO!
Nenhuma colcha de retalhos é
igual à outra, ainda que muito parecidas...Mas o que faz dela única no mundo? Já não existem
colchas de retalhos suficientes?
A resposta é (ainda que provisória, já que no
mundo acadêmico tudo é assim, tão fugaz): O amor que você dedica a ela... E esse amor,
pode fazer com que esta colcha faça de você único (a) no mundo... uma pessoa
apaixonada e que crê no que faz, algo semeará de muito bom no
caminho...
Eu estou aqui, introduzindo a minha longa colcha
de retalhos chamada tese, com um monte de idéias soltas... Dias de ânimo, dias
de desânimo... Ela também é testemunha das minhas dores, das minhas tristezas,
dos dias de alegria que culminam num surto de criatividade...
Minha colcha de retalhos, minha companheira e
amiga... Sigamos juntas, com ânimo e confiança de que em algum dia você seja
bela e, acima de tudo, útil, que possa trazer ao mundo o calor de uma ciência comprometida
com a transformação.
