terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Uma colcha de retalhos…

Toda pessoa que se dedica ao universo paralelo que é o mundo científico sabe da angústia representada pela folha de Word em branco!
Por mais técnico que seja o texto, ele remete à arte da tessitura. Sempre está pendente de um ajuste, uma harmonia, capaz de transformar a técnica, os resultados, o esforço, a subjetividade em intersubjetividade, ou seja, em algo que pessoas de distintas áreas do conhecimento possam ler e, o maior desafio de todos, entender!
É como fazer uma colcha de retalhos, na qual suas inúmeras ideias precisam estar devidamente costuradas em um lugar que lhes cai bem, que conecta com outras de forma ordenada e bela...
Uma colcha de retalhos não é uma bagunça. Pelo contrário, ela é a prova que o caos, que diferentes perspectivas podem se conectar, trazendo ao mundo um resultado único, o COSMO! 
Nenhuma colcha de retalhos é igual à outra, ainda que muito parecidas...Mas o que faz dela única no mundo? Já não existem colchas de retalhos suficientes?
A resposta é (ainda que provisória, já que no mundo acadêmico tudo é assim, tão fugaz): O amor que você dedica a ela... E esse amor, pode fazer com que esta colcha faça de você único (a) no mundo... uma pessoa apaixonada e que crê no que faz, algo semeará de muito bom no caminho...
Eu estou aqui, introduzindo a minha longa colcha de retalhos chamada tese, com um monte de idéias soltas... Dias de ânimo, dias de desânimo... Ela também é testemunha das minhas dores, das minhas tristezas, dos dias de alegria que culminam num surto de criatividade... 

Minha colcha de retalhos, minha companheira e amiga... Sigamos juntas, com ânimo e confiança de que em algum dia você seja bela e, acima de tudo, útil, que possa trazer ao mundo o calor de uma ciência comprometida com a transformação.