domingo, 29 de junho de 2014


Querida Kátia,
Desde quando você se foi um monte de palavras ficou aqui no coração... Ás vezes querendo sair, ás vezes tendo que enterrar...
Chegando o 4 de julho foi difícil não deixar fluir tudo o que venho guardando estes 6 meses. Há 27 anos nos conhecemos... 12 dias depois que você nasceu, eu nasci. Datas e números sempre marcados nas minhas memórias remotas, 4 de julho, 451 2844, o nosso laço profundo por ser afilhada dos meus pais, porque você mesma escolheu... Como não chorar de saudade?!
Desde que você se foi fiquei revisitando minhas memórias, chorando escondido e chegando até você pela força das lembranças... Passeei pela nossa infância, pelos dias divertidos na chácara e na represa, nosso ateliê de roupa de bonecas, nossos brigadeiros pouco produtivos, sessão da tarde na casa da sua avó, festas na casa do Marvel, sua elegância para ir a lanchonete Mega Lanches, seu jeito de desenhar com carinhas catchup e maionese no prato antes de chegar a pizza no rondochop e a palavra que agregou ao meu vocabulário:monótono! Que menina mais esperta!
Ah se eu soubesse que você era anjo, teria olhado mais vezes nos seus olhos verdes azulados (depende do dia e da cor do céu) e teria pedido a Deus que nos desse a graça de vc ficar um pouquinho mais!
Te agradeço muito, muito mesmo, por ter-me mandado o recado de ir te ver na loja naquele dia que estava em Pimenta e conversar de coisas da vida... Mesmo com caminhos diferentes, naquele dia vi o mesmo sorriso daquela menina doce e as responsabilidades da vida adulta...
Agora que eu sei que você é um anjo, só posso pedir ao Bom Deus, que você esteja bem, e se não for pedir muito, que toda a luz que vem de você, nos ensine a amar do jeito certo, que sejamos capazes de construir um mundo de paz de verdade e que, cada vez que olhemos o céu da cor dos seus olhos, que você pisque pra nós e que mesmo em meio à tribulação, possamos ouvir: Pensamento positivo sempre!
Katita, eu te amo muito...
Sua sempre amiga,
Tháta.