Guilherme sempre gostou da alegria, do carnaval, da
festa e da VIDA. Tanto assim é que nos parece difícil conjugar no passado, Gui
se conjuga sorrindo.
Para a nossa alegria, no carnaval de 2006 ele
resolveu ficar em Viçosa para o Seara e, de alguma maneira, já estava ali
escolhendo Teresinha... Tetê para os íntimos, pra ele, é claro!
Fizemos o caminho neste ano e a primeira coisa que
aprendemos foi a oração que penetrou profundamente no coração do Gui: Senhor
Deus, princípio e fim de todas as coisas. Nessa oração, ele reafirmou “a proteção constante, a presença insubstituível
e amor que sustenta”.
O Gui adorava a chácara e de vez em quando
escapávamos da universidade e passávamos a tarde lá! Adorava os carinhos do
mundo e a beleza da criação, curtia praia, dia ensolarado, andar descalço,
dançar, cantar... Mas reservava também tempo para a oração, para ler os textos
da formação e para escutar Kely Patrícia!
Gui se tornou um grande amigo de Teresinha ainda
que na F1 implicasse com o jeito meloso
de Teresinha falar das flores. Típico dele, implicar com os bons amigos, rs!
“Ah gente, bora pular logo pro Manuscrito B”, repetia nas formações.
Gui
gostou de Teresinha porque ela não se complicou, nas suas próprias palavras: “Essa menina viu na simplicidade a presença
de Deus. Sua vocação foi o Amor - amar. Ela caminha devagar e nós corremos
atrás. Deus nos ajude a chegar lá!”.
Do mesmo modo que Teresinha encontrou o seu lugar
na Igreja quando descobriu que queria ser o Amor, o Gui encontrou o seu lugar
na Igreja quando descobriu A Pequena Via. Ele se encantou com a espiritualidade
do baixo e com ele aprendemos um pouquinho mais sobre ser Comunidade, sobre
respeitar as diferenças e nos despir de preconceitos... Participou na
organização da primeira semana de Teresinha (e de outras mais), pensando,
transformando em imagens que pudessem tocar e chamar as pessoas à presença de
Deus. Participou do Projeto Vida Nova Viçosa e o transformou em festa, em
partilha de vida... Dormíamos na chácara, rezávamos o terço da misericórdia,
contávamos sobre nossas vidas.
A
missão uniu extraordinariamente o Gui com a Pequena Via e construiu laços que
não se rompem tão facilmente, nem com o tempo, nem com a distância, qualquer
que seja ela. A nossa experiência com o Vida Nova Viçosa talvez nem tenha sido
tão produtiva segundo os objetivos que tínhamos que era chegar aos jovens do
bairro, mas essa missão produziu nas nossas
relações interpessoais frutos intangíveis e imensuráveis. São mistérios de
Deus.
Nas palavras do Gui: “A comunidade, pra mim, passou a ter muito mais
sentido quando me engajei de verdade em algum trabalho. E que a notícia sirva
de convite pra quem precisa ainda se engajar de verdade. Ocupe seu lugar na
comunidade irmão!!! Não espere da Fraternidade atenção, dê atenção a ela. A
reciprocidade acontecerá naturalmente.”
O Retiro de silêncio era a parte mais difícil pro
Gui, ele gostava do retiro, da casa, da irmã, de Nossa Senhora da Alegria, mas
a parte do silêncio não era a sua praia! E como era muito danado, no primeiro
retiro que participamos, Gui organizou um encontro dos jovens de madrugada na
cozinha. E adivinha?! O Padre Paulo pegou a gente com a boca na botija! Para a
nossa surpresa, não levamos bronca! O Padre brincou, acolheu a nossa juventude
com alegria e quando já era hora nos encaminhou para os nossos devidos
aposentos!
Quando terminamos a graduação em 2009, o Gui
organizou uma missa dos formandos na chácara. Fez questão de apresentar nossas
famílias à parte mais bonita da nossa experiência em Viçosa: Ser Pequena Via!
Gui adorava essa frase que é de Quintana, mas
também é muito Teresinha: “Eles passarão.
Eu passarinho”.
Hoje Guilherme pode experimentar da sua plena
liberdade na casa do Pai, que deve ser como uma tardezinha dessas na Chácara...
A gente se vê! O seu amor está vivo em nós! Para sempre Gui.