segunda-feira, 30 de março de 2015

Gui pela Nath!

Guilherme sempre gostou da alegria, do carnaval, da festa e da VIDA. Tanto assim é que nos parece difícil conjugar no passado, Gui se conjuga sorrindo.
Para a nossa alegria, no carnaval de 2006 ele resolveu ficar em Viçosa para o Seara e, de alguma maneira, já estava ali escolhendo Teresinha... Tetê para os íntimos, pra ele, é claro!
Fizemos o caminho neste ano e a primeira coisa que aprendemos foi a oração que penetrou profundamente no coração do Gui: Senhor Deus, princípio e fim de todas as coisas. Nessa oração, ele reafirmou “a proteção constante, a presença insubstituível e amor que sustenta”.
O Gui adorava a chácara e de vez em quando escapávamos da universidade e passávamos a tarde lá! Adorava os carinhos do mundo e a beleza da criação, curtia praia, dia ensolarado, andar descalço, dançar, cantar... Mas reservava também tempo para a oração, para ler os textos da formação e para escutar Kely Patrícia!
Gui se tornou um grande amigo de Teresinha ainda que na F1  implicasse com o jeito meloso de Teresinha falar das flores. Típico dele, implicar com os bons amigos, rs! “Ah gente, bora pular logo pro Manuscrito B”, repetia nas formações.
Gui gostou de Teresinha porque ela não se complicou, nas suas próprias palavras: “Essa menina viu na simplicidade a presença de Deus. Sua vocação foi o Amor - amar. Ela caminha devagar e nós corremos atrás. Deus nos ajude a chegar lá!”.
Do mesmo modo que Teresinha encontrou o seu lugar na Igreja quando descobriu que queria ser o Amor, o Gui encontrou o seu lugar na Igreja quando descobriu A Pequena Via. Ele se encantou com a espiritualidade do baixo e com ele aprendemos um pouquinho mais sobre ser Comunidade, sobre respeitar as diferenças e nos despir de preconceitos... Participou na organização da primeira semana de Teresinha (e de outras mais), pensando, transformando em imagens que pudessem tocar e chamar as pessoas à presença de Deus. Participou do Projeto Vida Nova Viçosa e o transformou em festa, em partilha de vida... Dormíamos na chácara, rezávamos o terço da misericórdia, contávamos sobre nossas vidas.
A missão uniu extraordinariamente o Gui com a Pequena Via e construiu laços que não se rompem tão facilmente, nem com o tempo, nem com a distância, qualquer que seja ela. A nossa experiência com o Vida Nova Viçosa talvez nem tenha sido tão produtiva segundo os objetivos que tínhamos que era chegar aos jovens do bairro, mas  essa missão produziu nas nossas relações interpessoais frutos intangíveis e imensuráveis. São mistérios de Deus.
Nas palavras do Gui:  A comunidade, pra mim, passou a ter muito mais sentido quando me engajei de verdade em algum trabalho. E que a notícia sirva de convite pra quem precisa ainda se engajar de verdade. Ocupe seu lugar na comunidade irmão!!! Não espere da Fraternidade atenção, dê atenção a ela. A reciprocidade acontecerá naturalmente.
O Retiro de silêncio era a parte mais difícil pro Gui, ele gostava do retiro, da casa, da irmã, de Nossa Senhora da Alegria, mas a parte do silêncio não era a sua praia! E como era muito danado, no primeiro retiro que participamos, Gui organizou um encontro dos jovens de madrugada na cozinha. E adivinha?! O Padre Paulo pegou a gente com a boca na botija! Para a nossa surpresa, não levamos bronca! O Padre brincou, acolheu a nossa juventude com alegria e quando já era hora nos encaminhou para os nossos devidos aposentos!
Quando terminamos a graduação em 2009, o Gui organizou uma missa dos formandos na chácara. Fez questão de apresentar nossas famílias à parte mais bonita da nossa experiência em Viçosa: Ser Pequena Via!
Gui adorava essa frase que é de Quintana, mas também é muito Teresinha: “Eles passarão. Eu passarinho”.

Hoje Guilherme pode experimentar da sua plena liberdade na casa do Pai, que deve ser como uma tardezinha dessas na Chácara... A gente se vê! O seu amor está vivo em nós! Para sempre Gui.


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