sexta-feira, 17 de abril de 2015

Um dia realmente especial

Provavelmente a primeira frase que a minha irmã escutou ao acordar hoje foi: “A essa hora há 25 anos eu estava no hospital com a minha Dayse nos braços...” e ela deve ter continuado assim... “era grande, cabeludinha...”. Assim nos desperta a nossa mãe nesses dias realmente especiais, nos demais ela coloca a mão fria nos nossos pés quentinhos e canta: Acorda Maria Bonita...!!!..”
Hoje é tão especial que me despertei antes do despertador, uma das pequenas - grandes satisfações da vida! E com uma felicidade mais, é dia de sol (os que moram ou já estiveram na Galicia entendem de que tipo de satisfação eu estou falando).
Mas hoje é realmente especial porque é um daqueles dias que o mundo ganhou uma pessoa virada pra luz! Dayse sempre foi bem danada e sempre teve esse coração generoso. Me lembro direitinho que quando a mamãe vinha me castigar, ela chorava como se fosse com ela... Por incrível que pareça fiquei eu com a fama de chorona, mas se tem um choro que eu tenho escutado é o da Dayse... Não se acostuma às despedidas e chora... Chora porque ama, porque quer todo mundo do ladinho dela, chora porque arquitetar sonhos tem seus custos, chora porque sente verdadeiramente o mundo e as pessoas...
Tivemos uma infância normal, com direito a  briga de irmãs que ou você já vivenciou ou já escutou falar: “Solta que eu solto”! Já fui vítima das traquinagens da Dayse, presenteada com um colchão mijado e já fiz a Dayse refém em um guarda-roupas por horas... Eu tive a fase Canção Nova e havia uma disputa declarada pela televisão naquelas tardes cujas nossas preocupações eram as aulas de inglês segunda, quarta e sexta!
Viçosa foi para nós um marco, uma experiência de família, de amizade... Os amigos meus, os seus, os nossos... Tudo junto e misturado. 
Saudade dos velhos tempo?! Bobagem! O tempo tem sido nosso amigo... Agora mesmo, em um novo tom, a nossa amizade ganhou força apesar da distância e talvez pela própria distância... Era hora de seguir firmes, em outras direções.
Poucas irmãs puderam ser tão unidas, realizamos o desejo verdadeiro da mamãe e uma das coisas mais bonitas que ela pôde nos dar foram as aspirações! “Quem tem boca vai à Roma”, repetia a valente... Mami ainda não chegou nem a vir a Madrid (Dona Elizane segue nos devendo a viagem à Roma), mas nos deu a coragem e pagou os estudos de idiomas necessários a que fôssemos nós por muitos lugares... E foi tão bom viajar com você, arrastar o sari na medida com você, ser presenteada com uma noite no trem hotel com você, escutar a sua risada com as poses Gisele, relembrar que vc é tão caladinha mesmo: Dayse, vc sempre fala pouco assim? Ahan! Rsrs!
Desde que você veio me ver eu vi um monte de coisa que eu sou capaz, porque unidinhas (como queria a mamãe) a gente consegue se ver melhor e o nosso amor nos dá força pra lutar pelos nossos sonhos!
 Desde 1990 o meu 17 de abril é mais feliz e o mundo é melhor com o seu sorriso, suas traquinagens e arquiteturas! Feliz Aniversário, meu bebezão!  A Tháta te ama!

A alegria do encontro - Aeroporto de Barajas


Passeando por Madrid

Acho que esse foi meu dia favorito!

Fes' Style

Queria tanto que você conhecesse um dos lugares que mais gosto!


Freezing and running pra conhecer Conhagen - Valeu Lívia



 Essa é uma típica foto Giseli!

Essa carinha de alegria é a minha alegria

Minha Dayse em Luguinho - Sweeties!

Momento Titanic em Malmö - Ideia da Nara!!

Compartilhando grandes e bonitas amizades

Smiling with her eyes!

No mesmo tom!

Sagrada Família

O bebê da Tháta!

segunda-feira, 30 de março de 2015

Gui pela Nath!

Guilherme sempre gostou da alegria, do carnaval, da festa e da VIDA. Tanto assim é que nos parece difícil conjugar no passado, Gui se conjuga sorrindo.
Para a nossa alegria, no carnaval de 2006 ele resolveu ficar em Viçosa para o Seara e, de alguma maneira, já estava ali escolhendo Teresinha... Tetê para os íntimos, pra ele, é claro!
Fizemos o caminho neste ano e a primeira coisa que aprendemos foi a oração que penetrou profundamente no coração do Gui: Senhor Deus, princípio e fim de todas as coisas. Nessa oração, ele reafirmou “a proteção constante, a presença insubstituível e amor que sustenta”.
O Gui adorava a chácara e de vez em quando escapávamos da universidade e passávamos a tarde lá! Adorava os carinhos do mundo e a beleza da criação, curtia praia, dia ensolarado, andar descalço, dançar, cantar... Mas reservava também tempo para a oração, para ler os textos da formação e para escutar Kely Patrícia!
Gui se tornou um grande amigo de Teresinha ainda que na F1  implicasse com o jeito meloso de Teresinha falar das flores. Típico dele, implicar com os bons amigos, rs! “Ah gente, bora pular logo pro Manuscrito B”, repetia nas formações.
Gui gostou de Teresinha porque ela não se complicou, nas suas próprias palavras: “Essa menina viu na simplicidade a presença de Deus. Sua vocação foi o Amor - amar. Ela caminha devagar e nós corremos atrás. Deus nos ajude a chegar lá!”.
Do mesmo modo que Teresinha encontrou o seu lugar na Igreja quando descobriu que queria ser o Amor, o Gui encontrou o seu lugar na Igreja quando descobriu A Pequena Via. Ele se encantou com a espiritualidade do baixo e com ele aprendemos um pouquinho mais sobre ser Comunidade, sobre respeitar as diferenças e nos despir de preconceitos... Participou na organização da primeira semana de Teresinha (e de outras mais), pensando, transformando em imagens que pudessem tocar e chamar as pessoas à presença de Deus. Participou do Projeto Vida Nova Viçosa e o transformou em festa, em partilha de vida... Dormíamos na chácara, rezávamos o terço da misericórdia, contávamos sobre nossas vidas.
A missão uniu extraordinariamente o Gui com a Pequena Via e construiu laços que não se rompem tão facilmente, nem com o tempo, nem com a distância, qualquer que seja ela. A nossa experiência com o Vida Nova Viçosa talvez nem tenha sido tão produtiva segundo os objetivos que tínhamos que era chegar aos jovens do bairro, mas  essa missão produziu nas nossas relações interpessoais frutos intangíveis e imensuráveis. São mistérios de Deus.
Nas palavras do Gui:  A comunidade, pra mim, passou a ter muito mais sentido quando me engajei de verdade em algum trabalho. E que a notícia sirva de convite pra quem precisa ainda se engajar de verdade. Ocupe seu lugar na comunidade irmão!!! Não espere da Fraternidade atenção, dê atenção a ela. A reciprocidade acontecerá naturalmente.
O Retiro de silêncio era a parte mais difícil pro Gui, ele gostava do retiro, da casa, da irmã, de Nossa Senhora da Alegria, mas a parte do silêncio não era a sua praia! E como era muito danado, no primeiro retiro que participamos, Gui organizou um encontro dos jovens de madrugada na cozinha. E adivinha?! O Padre Paulo pegou a gente com a boca na botija! Para a nossa surpresa, não levamos bronca! O Padre brincou, acolheu a nossa juventude com alegria e quando já era hora nos encaminhou para os nossos devidos aposentos!
Quando terminamos a graduação em 2009, o Gui organizou uma missa dos formandos na chácara. Fez questão de apresentar nossas famílias à parte mais bonita da nossa experiência em Viçosa: Ser Pequena Via!
Gui adorava essa frase que é de Quintana, mas também é muito Teresinha: “Eles passarão. Eu passarinho”.

Hoje Guilherme pode experimentar da sua plena liberdade na casa do Pai, que deve ser como uma tardezinha dessas na Chácara... A gente se vê! O seu amor está vivo em nós! Para sempre Gui.