O pior dos passados é sempre o pretérito imperfeito.
Imperfeito pelo simples e doloroso fato de não se desdobrar
em presente...
Imperfeito como amores que não eram capazes de enfrentar seus
medos.
Como uma ponte que nunca terminava de ser construída...
Como o trem que esperava os últimos trilhos para poder
conectar um lugar a outro, pessoas a outras...
Como o voo que não era capaz de atravessar todo o Atlântico,
que não diminuía a distância entre dois continentes, nossos continentes.
Imperfeito como a escolha do gris em meio uma infinidade
cores e possibilidades...
Os olhos verdes da cor dos teus montes não se fechavam nem
se rendiam aos mais apaixonados beijos. Permaneciam vigilantes, obedecendo à
alerta de não mais amar...
De todas as cores, a tua preferida já não será por ti contemplada, no céu mais azul amazônico.
Ai pretérito, é tão duro caminhar pela tua
imperfeição...
Por que não sabes conjugar passado e presente? Se souberas, já
serias mais que perfeito...Eu sei, eu soube, eu sabia. Se eu soubera talvez...
A única forma de que sejas perfeito é reconhecer e conjugar
no tempo certo: Foi BOM.